sexta-feira, 29 de março de 2013

Depois da visita ao Bairro das Colónias

As visitas guiadas de sábado passado, promovidas pelo Fórum Cidadania Lx, com quem colaborámos, permitiram-nos descobrir os dois principais bairros Art Déco de Lisboa.
O nosso Bairro das Colónias teve pouca sorte com o tempo, pois a chuva não deixou de cair, mas o grupo de entusiastas que compareceu felizmente não desmobilizou.
Podem ver algumas imagens no blogue dos promotores. Aqui ficam os links: 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Visita ao Bairro das Colónias




No próximo sábado, dia 23 de Março, celebra-se mais um Dia Nacional dos Centros Históricos. O Forum Cidadania LX convidou membros de comissões de moradores e outros a participar na iniciativa. A ideia é dar a ver bairros menos conhecidos de Lisboa, mas relevantes do ponto de vista patrimonial, e habitualmente fora dos circuitos turísticos convencionais.

Estão confirmadas as visitas ao nosso bairro, e ao congénere Bairro Azul, dois dos ícones Art Déco da cidade, cujos "cartazes", concebidos pelo referido Forum, aqui se ilustram.


domingo, 6 de janeiro de 2013

Cartografia da Quinta da Charca no início do século XX




No trecho da planta topográfica de Lisboa que hoje apresentamos (Silva Pinto - 1910), observa-se claramente o terreno da Quinta da Charca onde, nos anos 30, haverá de crescer o Bairro das Colónias. A sul observamos a novel Igreja dos Anjos, deslocada que foi da sua implantação original para se rasgar a Avenida Rainha Dona Amélia (actual Almirante Reis), e o Bairro Andrade, praticamente todo urbanizado. No sentido oposto, a norte, a via curvilínea que virá a constituir as ruas Newton, Poeta Milton e Cidade de Cardiff, espinha dorsal do vindouro Bairro de Inglaterra.

Na bifurcação do Caminho do Forno do Tijolo, observa-se a Rua Heliodoro Salgado, cujo lado sudeste já se encontra praticamente edificado. 

No seguimento da Rua Febo Moniz, no lado oposto da Avenida, o arranque da futura Rua de Angola, com o gaveto sul desenhado pelo imóvel que ainda lá está, entroncando no tortuoso Caminho do Forno do Tijolo e morrendo junto de uma construção, certamente rural, que já nos aparecia no levantamento de Filipe Folque. 

Ainda faltam uns bons anos para se iniciar o loteamento do Bairro das Colónias, mas a cidade vai tomando outras formas, vendo-se bem neste troço cartografado o novo tipo de urbanizações, ortogonalmente estruturadas, que vão acompanhando a moderna Avenida, por contraponto à ancestral construção espontânea que acompanhava a organicidade das antigas vias rurais de saída da cidade em direcção ao Norte ou delimitando quintas e baldios, como se pode constatar em praticamente toda a envolvente do Monte Agudo, entre Sapadores e a Penha de França.


Comissão de Moradores

Caros vizinhos, comerciantes e demais seguidores deste blogue, a Comissão de Moradores do Bairro das Colónias aderiu ao Facebook pelo que estamos de parabéns por termos mais um meio de comunicação. Adicionem-se como amigos e participem. Partilhem ideias, opiniões, sugestões, para que a vida neste bonito Bairro seja, ainda, mais atractiva. O Bairro precisa de todos nós.


Este blogue seguirá o seu curso, na medida do possível. Tentaremos postar pelo menos uma nova entrada por semana, dando a conhecer mais história e estórias do nosso Bairro. Também podem participar com textos se quiserem (basta enviar por e-mail). Porque um bairro não é só feito de ruas e prédios, mas também, e sobretudo, de pessoas, há histórias de vida e memórias que poderiam aqui ser partilhadas. Contamos convosco.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Origem do Bairro das Colónias


Hoje publicamos um texto do olisipógrafo Francisco Santana, publicado In InforAnjos – Ano 10, nº 2 Maio-Agosto 2002 (Revista da Junta de Freguesia dos Anjos), sobre a origem do nosso bairro.




«Bairro das Colónias. Este bairro, “com suas ruas que evocam as nossas províncias ultramarinas”, diz Norberto de Araújo (Peregrinações em Lisboa, VIII), em finais da década de 30, que “é muito recente, pois não leva mais de dez anos”, desta cronologia não discrepa Maria da Luz Mouta (Os Anjos – Freguesia de Lisboa) que em 1958 afirma situar-se a construção do bairro “dentro dos últimos trinta anos”. De facto, em 1920.02.23 é ainda em termos de futuro que no Diário de Notícias se fala no aproveitamento dos “terrenos ainda livres das Quintas da Mineira e da Charca” e da ligação entre os bairros Andrade e de Inglaterra. O mesmo jornal, em 1923.03.07, insere um texto que parece resvalar da informação para a Publicidade paga. Tem como título “Está sendo construído o Bairro das Colónias”, é acompanhado por uma planta e revela o pormenor curioso de que inicialmente estava previsto que os arruamentos ostentassem não os nomes dos territórios ultramarinos mas os de “vários colonialistas ilustres” (o que veio a verificar-se posteriormente em zona a NE desta). Respiguemos do texto mencionado algumas passagens: “Durante muitos anos, já depois de construídos e edificados os bairros Andrade e de Inglaterra, quem precisasse de passar de um para outro, via-se obrigado a dar grandes voltas, visto não existir, entre eles, uma ligação rápida. Entre os dois bairros existiam as antigas quintas da Forca, Mineira e Charca, ocupando uma área aproximada de 75.000 metros quadrados (…). É nessas antigas que está agora sendo construído o Bairro das Colónias com o antigo Caminho do Forno do Tijolo, que desaparecerá (…). A situação do bairro das mais salubres de Lisboa (…). A circunstância do bairro ser estabelecido nos terrenos livres mais próximos do centro da cidade, concorrerá para, em breve, estar completamente edificado (…). O Bairro das Colónias deve ficar concluído possivelmente ainda este ano (…).” Outro texto, de índole próxima à do anterior, surge em 1933.07.13 nas páginas do Diário de Notícias. Destaque-se; “O Bairro das Colónias (…) será um bairro elegante dentro em poucos meses (…). Todo o bom alfacinha era obrigado a conhecer as quintas do Mineiro e quinta nova da Charca, que ficavam ali, para os lados da Avenida Almirante Reis, e confinavam com o Caminho do Forno do Tijolo. Todos esses terrenos pertenceram a Leitão da Silva e, por último ao sr. João Duarte”. Refira-se a propósito que uma planta de 1921 dá João Duarte como proprietário dos terrenos onde se abririam as (pág. 3) ruas do bairro e designa a propriedade como Quinta do Leite, ainda que por hipótese seja Quinta do Leitão, esta designação não deixa de contribuir para agravar uma já razoável confusão toponímica. Continuemos o rabisco de algumas informações: João Duarte “iniciou a venda dos terrenos, construção das ruas, canalização, passeios, etc.”; “Os construtores do bairro são mais de 30”, “Quando, há cerca de 2 anos, as enxadas dos cavadores começaram a romper as ruas interrompidas, havia anos, entre os bairros de Inglaterra e Andrade” isso originou “desaparecimento da antiga quinta da Mineira, mais conhecida do vulgo pela Charca”. Termina-se com passagens de entrevista feita pelo jornalista ao engenheiro Pinto de Oliveira sócio da Havaneza do Socorro, Lda., promotora da venda dos terrenos: “-Ora, diga-me V. Exa.: de quem partiu a ideia da construção do Bairro das Colónias? Para lhe falar com a maior franqueza, não sei ao certo; mas presumo que tão esplêndido empreendimento partiu do sr. João Duarte, um dos proprietários da antiga quinta da Mineira, ou Charca, no que foi desde logo secundado pelas importantes firmas Roxo & Cª. e Neves & Ribeiro, que, numa colaboração digna de todos os elogios, conseguiram construir, rapidamente, os arruamentos, passeios e esgotos, de modo a permitir a construção das inúmeras casas que já compõem o Bairro. E pode dizer-me a área total do terreno inicialmente destinado à construção? Cerca de cinquenta mil metros quadrados, salvo erro, se bem que a área das quintas, antes das ruas feitas (…) devia ser de setenta mil metros quadrados aproximadamente.” (pág. 4)».


domingo, 23 de dezembro de 2012

Comissão de Moradores do Bairro das Colónias



Ontem divulgámos a primeira iniciativa em defesa do património do Bairro das Colónias levada a cabo pela respectiva Comissão de Moradores em parceria com o Forum Cidadania LX.

Constituída em 26 de Fevereiro de 2012 por um grupo de vizinhos esta Comissão reuniu tendo elaborado a respectiva acta. 

O atraso da sua divulgação deve-se a problemas com a criação, e cita-se, de «um blogue e uma página de Facebook, que funcionarão como canais de divulgação da Comissão e das suas iniciativas(…)». A ideia de criar um grupo Google não foi para a frente. Esperemos que tudo o mais fique resolvido rapidamente, a bem do nosso bairro.

Devido a este percalço e outros, ainda não solucionados, resolvemos publicar no presente blogue a acta exarada na íntegra, com o intuito de informar os moradores do Bairro das Colónias das intenções e propósitos da Comissão. Assim, ficará à disposição dos vizinhos, moradores ou comerciantes, para informação e desejável adesão a esta iniciativa.

ACTA
No dia 26 de Fevereiro de 2012, reuniram-se no Miradouro do Monte Agudo, em Lisboa, os seguintes moradores do Bairro das Colónias (freguesia de Anjos, Lisboa) para a formação da Comissão de Moradores do Bairro das Colónias:

António Miranda (também em representação de terceiros)
Isaac Almeida
João Silva
Luís Isabelinha (também em representação de terceiros)
Sofia Pereira
Sofia Segurado

Nesta reunião foram tomadas as seguintes deliberações:
Considerou-se formada a «Comissão de Moradores do Bairro das Colónias» cujo objectivo é promover iniciativas que defendam os interesses de moradores e comerciantes do Bairro das Colónias.
Foi decidido criar a plataforma digital de comunicação da Comissão, a ser composta por um blogue e uma página de Facebook, que funcionarão como canais de divulgação da Comissão e das suas iniciativas, e de um grupo de discussão para funcionar como forma de comunicação entre os membros da Comissão. Estas tarefas ficaram a cargo de Luís Isabelinha.
Foi decidido criar um logótipo e outros elementos que formem a identidade gráfica da Comissão. Estes elementos serão posteriormente usados em todas as comunicações e iniciativas da Comissão. O Isaac Almeida ficou encarregado dessa tarefa.
Foi decidido propor à CML a classificação do Bairro como conjunto de interesse municipal (à semelhança do que se passou com o Bairro Azul). Este assunto ficou a cargo do António Miranda, visto ser um trabalho que ele já tem vindo a desenvolver desde antes da criação da Comissão.
Foi decidido realizar uma nova reunião (após estarem concluídas as tarefas dos pontos anteriores) para combinar a estratégia de divulgação da Comissão junto do Bairro e da população em geral. Foi sugerido que se aproveitasse o Dia Europeu dos Vizinhos para organizar um piquenique no Miradouro do Monte Agudo para divulgar a Comissão.
Foi notado que a apresentação de propostas para o Orçamento Participativo da CML vai decorrer este ano até ao final de Abril. Mesmo sem anunciarmos a formação da Comissão podemos avançar desde já com a apresentação de propostas, pois no momento da votação já nos deveremos ter dado a conhecer pelo menos no Bairro, tendo assim uma forte hipótese de ver uma proposta nossa incluída no OP.
Em relação ao grupo de discussão, optei por criar um grupo Google. Para quem não conhece estes grupos, o seu funcionamento é o seguinte: após estarem registados (não é necessário conta Google, basta um email), um membro poderá ver as mensagens do grupo de duas maneiras: recebendo-as por mail ou indo ao site do grupo (esta opção está sempre disponível mesmo quando se escolhe receber os mails). Para enviar mensagens, o membro pode enviá-las directamente para o grupo (para um endereço de mail que está associado ao grupo) ou escrevendo as mensagens no site do grupo.
A escolha de um grupo Google não é definitiva. Para ver como nos damos com este meio, podem-se aproveitar as questões que já estão no ar para fazer um "test drive" ao grupo. Assim sendo, receberão daqui a alguns minutos convites de adesão ao grupo. O registo só pode ser feito através de convite e fica adstrito ao endereço de mail para onde for enviado o convite. Se pretenderem usar outro mail que não este onde receberam esta mensagem, avisem-me para enviar novo convite.
Uma vez registados, podem iniciar discussões com a publicação de uma mensagem. Pela minha parte, publicarei já a seguir algumas para iniciar a discussão sobre os assuntos que merecem a nossa atenção mais imediata, nomeadamente, os elementos gráficos que o Isaac já criou (é verdade, já há logótipo! – deixem a vossa opinião) e as propostas a apresentar para o OP.
E pronto, julgo que é tudo para já. Se tiverem dúvidas sobre o grupo, digam qualquer coisa.
Tenham um bom dia, vizinhos!
Luís Isabelinha

 Enquanto não se desenvolve outro canal de informação, divulgação e partilha, apresentamos desde já o logotipo criado por Isaac Almeida que irá surgir associado à referida comissão. A imagem ideal para um dos mais bonitos bairros da cidade, ainda para mais no seu coração, como a própria morfologia urbana do mesmo sugere.